segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Bioenergética II - Glicólise anaeróbia e metabolismo do ácido láctico

Diferentemente da via metabólica da creatina-fosfato, que usa aminoácidos como fonte de energia, o que não permite que o esforço se mantenha por um período maior, a glicólise utiliza a glicose, que é proveniente da quebra de carboidratos em nosso organismo. Os carboidratos que entram no nosso organismo são quebrados, formando moléculas de glicose, que podem ser usadas imediatamente para a produção de energia, mas também podem ser armazenadas na forma de glicogênio, nos músculos e no fígado.
A partir da molécula de glicose, pode ocorrer a glicólise, que tem como resultado, após algumas reações enzimáticas, 2 moléculas de ATP, além de formar 2 moléculas de piruvato. A sequência dessas reações se dá como exemplificado na imagem que segue:


A partir da formação dessas 2 moléculas de piruvato é que a glicólise pode tomar dois rumos diferentes: a rota anaeróbia e a rota aeróbia. A diferenciação se dá pela disponibilidade ou não de MCT’s livres na membrana da mitocôndria. Enquanto houverem MCT’s livres, o piruvato entra na mitocôndria, auxiliado pela MCT (proteína carreadora), e lá se desenrola o ciclo de Krebs. No entanto, as moléculas de piruvato que não conseguem adentrar a mitocôndria, por causa da saturação das proteínas carreadoras, são convertidas em ácido látic o pela enzima Lactato Desidrogenase.

A capacidade de absorção de piruvato pelas mitocôndrias, é decorrente da quantidade e tamanho das mesmas, visto que quanto maiores e em maior número elas estiverem maior são os números de MCT’s em suas membranas, facilitando a entrada das moléculas de piruvato. Caso a quantidade de piruvato produzido pela glicólise seja muito maior que a capacidade de absorção das mitocôndrias, pode ocorrer a acidose lática.
A acidose lática acontece, pois o ácido lático dissocia em lactato e H+, na corrente sanguínea, diminuindo o seu pH e interferindo numa série de processos como a recaptação de cálcio que pode causar contraturas em músculos que deveriam relaxar, além de dificultar a ligação de Ach. Sendo assim, o acúmulo de ácido lático ocasiona/pode ocasionar dor de queimação.



Um comentário: